Quem aqui já escutou essa expressão pelo menos uma vez na vida, e entendeu, sabe o quão comum é fazer isso!
Quando criança, somos atraídos pelas ilustrações coloridas dos livros e pela linguagem fácil dos quadrinhos (com exceção dos quadrinhos da Disney que, francamente, nunca tive paciência pra acompanhar). Quando chegamos na adolescência, nos deparamos com os benditos clássicos.
Não me levem a mal, não digo que nossa literatura é ruim, pelo contrário... Mas infelizmente fui apresentada ao pior dos clássicos brasileiros nessa fase da minha vida.
Eu que fui instigada em minha infância pelas estórias fantásticas de Monteiro Lobato, me vi decepcionada com a literatura que me apresentavam como 'o melhor que há'.
Eu, em minha cabecinha em formação, comecei a achar que todo clássico era no mesmo naipe de Macunaíma. (Me perdoem os que gostam dessa obra, mas enfim... Minha opinião: péssimo!) Desde então, criei uma certa antipatia pelo termo 'clássico' na literatura nacional (pois li clássicos ingleses sem problema)... Até ler Dom Casmurro.
O romance de Machado de Assis me hipnotizou... Devorei o livro! E pasmem: li por conta própria, sem nenhuma exigência de escola ou faculdade.Tá certo que não gostei do final, mas o enredo foi simplesmente apaixonante!
Hoje procuro literatura estrangeira ou nacional sem necessidade de capas, mas de olho no que o livro pode vir a oferecer.
Cada um tem o seu estilo preferido... Eu gosto dos romances e estórias fantásticas... Adoro a literatura juvenil, talvez pelo sentimento de tempo perdido que tive durante essa fase. Ah! Se o tempo voltasse... Mas não volta, não é mesmo? E eu ainda tô vivíssima e posso continuar lendo... E isso é bom!
Feliz por conhecer tantos autores novos e descobrir que muitos dos que já se foram escreveram os sentimentos que até hoje vivemos... E é apaixonante perceber que o entendemos!




